terça-feira, 17 de agosto de 2021

 

Acilino Ribeiro é pré candidato ao GDF lançado pelas bases do movimento popular do PSB

Por Zóbia Skartinni e Anne Gimenez

 AGNOT – Agência de Notícias 3º Mundo – MSF –Mídia Sem Fronteiras: 16/17-08-21;         Com a participação de lideranças de base e do movimento popular do PSB no Distrito Federal, blogueiros e midiativistas independentes, militantes do movimento da população de rua e de setores excluídos da sociedade, além de dirigentes de associações comunitárias das várias cidades satélites do DF lideranças estudantis e de trabalhadores que militam no PSB se reuniram por toda noite desta segunda feira, 16, até a madrugada desta terça dia 17. Com o objetivo de organizarem os congressos zonais do Movimento Popular Socialista e numa ampla pauta de debate se reuniram em encontro que parou e decidiu antecipar a discussão sobre 2022 e as eleição para o GDF. O resultado foi a proclamação unanime e o lançamento do nome do ex-secretário de Movimentos Sociais e Participação Popular do GDF, na gestão Rollemberg, advogado e professor universitário Acilino Ribeiro.

A principal causa do lançamento segundo a reportagem apurou é a necessidade de oxigenar o partido para as eleições de 2022 e começar a debater um Programa de Governo que venha a unir a esquerda e atrair a população para um projeto de desenvolvimento econômico e social de ampla participação popular.

Acilino Ribeiro participou da palestra de abertura do encontro onde fez análise da conjuntura local e debateu com os participantes um projeto para o DF, onde defendeu “em primeiro lugar a valorização e fortalecimento do SUS, através de subprogramas descentralizados e integrados na área de saúde para combater a pandemia e outras necessidades que a população precisa ver atendida; a retomada do crescimento econômico através de programas e projetos de uma economia autogestionária envolvendo o apoio a economia solidária, comunitária, verde, sustentável criativa e de Francisco”, afirmou. Porem disse que não queria que aquilo fosse entendido apenas como uma proposta para um programa de governo do PSB, mas também como uma contribuição a uma plataforma de luta de uma Frente Ampla Progressista, a qual defende unindo toda a esquerda brasiliense para reconquistar o GDF.

Após longo debate virtual sobre a política local e as eleições de 2022 os participantes que entraram noite adentro de segunda para esta terça feira decidiram por fazer o lançamento da pré-candidatura de Acilino Ribeiro que conta com a simpatia de diversos membros do PSB DF, de dirigentes nacionais, dos principais segmentos do partido, e principalmente das bases populares do PSB no DF de quem é muito próximo.

Localizado hoje de manhã no interior do Nordeste onde está em tarefa partidária organizando os congressos do MPS, Acilino Ribeiro disse que já ficou sabendo da decisão por volta de umas duas horas da manhã quando lhe ligaram e que ponderou junto aos participantes de que nunca fugiu a uma missão que o partido lhe entregara e sempre cumpre as mesmas, mas esta precisava pensar e que daria uma resposta quando voltar a Brasília nesta sexta feira. Mais adiante afirmou que: “encaro essa decisão como uma missão e missão é para se cumprir custe o que custar, porem tenho algumas ponderações as quais falei a todos antes do término da reunião”.

Dentre as ponderações feitas por Acilino estão: 1. Que essa pré-candidatura sirva para oxigenar o PSB do DF e unir o partido em torno de um projeto comum e de união das esquerdas no DF quando então o PSB deve buscar construir uma candidatura que lhe permita sentar a mesa de articulação de igual pra igual com os demais partidos; 2. Que esta candidatura esteja alinhada com as deliberações da direção nacional do PSB num projeto para derrotar Bolsonaro e de união das esquerdas tanto a nível de DF como a nível nacional numa coligação com o PT, o PCdoB, PSOL, REDE, PV, PCB, PCO, PSTU e UP, Solidariedade e Cidadania, além de outros partidos de centro no apoio a uma candidatura de Frente Ampla Progressista, que ele chamou de Frentão contra o Centrão e a nível nacional estejam todos que apoiam essa candidatura  também dispostos a apoiar a candidatura Lula para presidente; 3. Que essa pré-candidatura além de tentar oxigenar e fortalecer o partido no DF sirva na prática de referência e modelo democrático de construção de outras candidaturas tanto majoritária como proporcional não só do PSB mas de toda esquerda e que esteja aberta ao nascimento de outras pré-candidaturas que promovam um debate fraterno, solidário e propositivo dentro do partido e da esquerda e assim construa um campo democrático e progressista com todas as forças políticas no Distrito Federal.

Acilino declarou ainda que aceitará a pré-candidatura e que vai informar hoje sobre a mesma á Comissão Executiva do PSB DF, no entanto afirmou também que acredita que o ex-governador Rodrigo Rollemberg continua a ser o melhor nome para esta tarefa e que o PSB tem um legado a preservar que é exatamente o que foi construído no governo dele, portanto o tem como o melhor nome do partido para disputar o GDF quando o mesmo quiser.

Acilino Ribeiro retorna a Brasília na próxima sexta feira e prometeu dar uma entrevista coletiva na próxima semana após se reunir com seu segmento social dentro do partido, o MPS, apoiadores independentes, como o grupo de blogueiros e midiativistas que iniciaram o movimento em prol de sua pré-candidatura e dirigentes do PSB do DF para assim começar a pré-campanha. E finalizou a conversa com a reportagem dizendo que “é bom que todos compreendam que essa é apenas uma pré-candidatura e que de dentro do PSB podem surgir outras assim como dentro das forças de esquerda também irão aparecer mais algumas, mas que não serei empecilho nem obstáculo a qualquer outra candidatura. Quero a união destas candidaturas para a restauração da democracia no Brasil e a implantação do Poder Popular e a Democracia Direta no Distrito Federal” concluiu.

AGNOT –MSF – 16/17-08-21; Por ZS&AG.  

PERFIL BIOGRÁFICO: Acilino Ribeiro chegou em Brasília pela primeira vez em 1967 onde estudou no Colégio do Setor Leste, tendo em 1974 ingressado na Faculdade Católica onde foi estudar Economia e posteriormente se formou em Direito na UDF em 1979. Participou ativamente do movimento estudantil da época e retornou ao Piauí no início dos anos 80 após a anistia onde foi eleito Vereador de Teresina (1982-1992); Secretário Municipal de Ação Comunitária e Assuntos do Interior da Prefeitura de Teresina (1986-1988); Superintendente do INCRA (1992-1997); Presidente do Instituto de terras do Piauí / Secretário e Reforma Agrária do Estado (1998-2002); Subsecretário de Serviço Social 2003 a 2006. Tendo retornado a Brasília em 2007 quando saiu do PCB e ingressou no PSB.

          Acilino é um ex-guerrilheiro sobrevivente da luta armada contra a ditadura militar. Foi militante do Partido Comunista Brasileiro e um combativo líder revolucionário de duas organizações políticas nos anos de chumbo: o MR8 - Movimento Revolucionário 8 de Outubro, de tendência guevarista, e do internacionalista MCR – Movimento dos Comitês Revolucionários, de tendência kadafysta. Ficou conhecido como o lendário Comandante Mercúrio, atuante e combativo líder da Internacional Revolucionária com sede na Líbia até o final dos anos de 1980. Hoje é um moderado líder da esquerda brasileira, mas um dos mais ativos militantes e dirigentes do Partido Socialista Brasileiro, Secretário Nacional e membro da Executiva Nacional do PSB é Coordenador Nacional do MPS – Movimento Popular Socialista, principal segmento de massa do partido e considerado o mais a esquerda. É também Primeiro Secretário da Executiva do PSB DF.

          Advogado de movimentos sociais e professor universitário, com oito pós-graduações que o fazem especialista em vários assuntos nas áreas de Geopolítica, Estratégia, Inteligência e Diplomacia é professor de Economia Política, de Direito Internacional, Relações Internacionais e de Filosofia Marxista. Tem dez livros publicados nas áreas de História, Economia, Inteligência, Segurança e Defesa dentre outras. Não gosta de ser considerado um intelectual. Diz que é um camponês alfabetizado, devido os mais de dez anos em que passou no campo como advogado dos sem terras e dos sindicatos de trabalhadores rurais no nordeste do Brasil. Mas é considerado hoje um dos maiores teóricos da esquerda brasileira.

          Acilino Ribeiro foi um dos mais próximos colaboradores da Senadora Leila Barros, tendo sido seu assessor político por mais de dois anos no Senado Federal e por quatro anos Subsecretário de Estado dos Movimentos Sociais e Participação Popular do GDF no Governo Rollemberg, onde se notabilizou como uma espécie de negociador e bombeiro no governo. Era o homem que negociava com os movimentos sociais e sindicais e dava ao governo a necessária tranquilidade para seguir adiante devido a credibilidade e confiança que as organizações populares tinham nele.

          Em Brasília participou da fundação da UNIPOP – Universidade de Políticas do Movimento Popular e foi seu primeiro Diretor Geral. Foi Coordenador Nacional do Movimento Democracia Direta e hoje foca sua atuação como dirigente nacional do Partido Socialista Brasileiro.




 

 

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domingo, 8 de agosto de 2021

 

     Esquerda se articula e começa a dar forma a     Frente Ampla Progressista no DF para 2022

Por Katharine Garcia e Zilda Gimenez


Mídia Sem Fronteiras / MSF – Agencia 3º Mundo / AGNOT – Em 08.08.21 – Dispostos a reunir o mais amplo leque de partidos e movimentos sociais numa ampla Frente Progressista para disputar o GDF e construir uma alternativa progressista para o Distrito Federal, vários líderes da esquerda brasiliense tem se reunido para conversas políticas reservadas. Ora separadamente, algumas vezes juntos, mas o tom das conversas tem sido as eleições de 2022.

-     Dentre estes dirigentes partidários destacam-se o protagonismo dos dirigentes do PT, PSOL, PCdoB, PSB e PDT, dentre outros partidos menores. Porem numa grande articulação que envolve a possibilidade de união das forças de esquerda e a formação dessa Frente.

     Dentre os principais protagonistas dessas conversas, que passaram a acontecer com mais frequência nas últimas semanas, segundo uma fonte do PDT que defende o lançamento de candidatura própria da esquerda ao Buriti, estão como principais protagonistas e a frente dessa articulação o Secretário Nacional e dirigente da Executiva do PSB no DF, advogado Acilino Ribeiro, um dos principais protagonistas dessas conversas; o presidente e o vice-presidente do PT DF, Jacy Afonso e o ex-deputado e ex-ministro Ricardo Berzoini, além dos deputados Chico Vigilante e Arlete Sampaio, ex-vice-governadora, que também tem conversado com diversos partidos; o Deputado Fábio Felix, do PSOL que tem sido um dos nomes cotados para compor uma chapa majoritária em 2022 e o presidente do PCdoB Augusto Madeira, além do vice presidente João Goulart Filho. Em comum estes dirigentes têm como objetivo a construção de uma Frente Ampla Progressista que segundo afirmou outro dos articuladores da Frente deve envolver quinze partidos, da esquerda, centro esquerda e centro.

     Procurados pala reportagem alguns dirigentes confirmaram as conversas informais, mas não possíveis reuniões formais com alguma coisa já fechada. Porem todos defendem a união das esquerdas numa grande Frente até o centro, envolvendo outros partidos como o Solidariedade e o Cidadania. No entanto alguns buscam ampliar essas alianças também não só mais ao centro, mas principalmente mais a esquerda como é o caso de Acilino Ribeiro, do PSB que quer amplia-la também como os movimentos sociais e organizações populares.

       Indagado pela reportagem e numa entrevista essa semana o advogado de movimentos sociais e professor universitário Acilino Ribeiro afirmou que “tem havido conversas de todo mundo com o mundo todo, buscando encontrar uma alternativa viável e possível para um projeto no DF, que deve nascer de um Programa Político comum das forças de esquerda e uma nominata eleitoral que nos assegure uma vitória das forças progressistas.”. Mais adiante Acilino disse que tem conversado com dirigentes de praticamente todos os partidos e o objetivo é compor essa frente com quinze partidos. “Já conversei informalmente com os presidentes e dirigentes de nove desses partidos, mas são apenas conversas informais, troca de impressões e sugestões de propostas a serem encaminhadas futuramente” afirma o socialista.  Acilino tem sido um dos principais articuladores dessa frente uma vez que tem promovido diversos encontros com cafés e almoços onde “o principal cardápio deve ser abater a direita, cozinhar o governo e ganhar as eleições de sobremesa” conforme afirmou numa entrevista recente a um Blog da Capital Federal.

         Nessa mesma entrevista aos blogueiros Acilino afirma que já aconteceram diversas tentativas de unir as esquerdas, mas muitas vezes questões locais atrapalham nacionalmente e vice-versa. Porem dessa vez os objetivos comuns estão nos propiciando uma união possível. Acilino defendeu a união do PSB, seu partido com o PT, PSOL, PCdoB, PDT, PCB, PCO, PSTU, PV, UP, REDE, Cidadania e Solidariedade e ainda a inclusão de mais dois ou três partidos de centro que não quis citar e movimentos sociais como as Frente Povo Sem Medo e Brasil Popular, sindicatos e associações. Afirmou porem que a construção dessa frente não deve se dar em cima de nomes, mas de um programa comum, com um programa hegemonicamente de esquerda, “...voltado para a melhoria da saúde do povo, a recuperação da economia e a retomada do desenvolvimento econômico, o desenvolvimento social e sustentável, o combate à miséria, a fome e principalmente ao desemprego, e com um amplo programa de Participação Popular e Controle Social”. 

           Ao finalizar Acilino foi taxativo: “Desses prováveis nomes que já se apresentam como candidatos fiquem sabendo que não estamos interessados em discutir nomes mas debater propostas e que como já conhecemos essas velhas raposas da política brasiliense, também já sabemos como pensam essas velhas hienas do poder institucional” num claro recado a pretensos candidatos que queiram ter o apoio dessa frente e já começam a procurar a esquerda.

      Acilino afirmou também que essa é uma posição pessoal que sabe que reflete o pensamento de outras pessoas no partido dele e nos demais, mas que ainda existem posições outras e diferentes da dele ele respeita e que são defendidas por alguns dirigentes da esquerda, mas que se caminha para os debates internos em cada partido e essa tendência terminará em consenso partidário. Ele lembrou que promoveu um grande seminário no final do ano passado onde conseguiu reunir dez dos partidos de esquerda e esse ano quando reuniu diversos dirigentes desses partidos em conversas informais propôs a realização de “um Seminário Distrital ou um Ciclo de Debates com todos os partidos progressista e representantes dos movimentos sociais do DF com a finalidade de debater as saídas para os problemas da cidade e os desafios a serem vencidos nas próximas décadas”. Concluiu. Além das estratégias a serem traçadas visando a eleição de governador, senador e deputados federais e distritais, porém sem lançamento de nomes ainda.

          Outros nomes respeitados suprapartidariamente têm se movimentado também acompanhando ou contribuindo para essa construção segundo informou o dirigente socialista. Mas para preservar a imparcialidade das articulações preferiu não citar nomes.

 

MSF –AGNOT – Em 08.08.21 – KG/ZG.


Líderes da esquerda defendem Frente Ampla Progressista no DF


ACILINO RIBEIRO, do PSB



JACY AFONSO, do PT




AUGUSTO MADEIRA, do PCdoB

 



FÁTIMA SOUSA, do PSOL

 



  PEDRO IVO, da REDE




    RICARDO BERZOINI, do PT




   JOÃO GOULART FILHO, do PCdoB




 Deputada Arlete Sampaio, PT




  Deputado Chico Vigilante, PT

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          Deputado Fábio Félix, PSOL




 TONINHO e MANINHA, dirigentes do PSOL.



Seminário promovido pela UNIPOP e a TV Comunitária DF 

foi a primeira tentativa de unir as esquerda no DF para 2022.








quarta-feira, 28 de abril de 2021

 

Thaisa Dayane é reeleita e toma posse na Secretária Geral da CONTAG, defende vacina e auxílio emergencial para camponeses e pretende ajudar a fortalecer o PSB.

 Por Katharine Garcia e Wilkinson Gurgel

 


MSF e AGNOT – 27.04.21 – KG/WG - Considerada como a maior líder de massa do Partido Socialista Brasileiro e uma referência na luta em defesa das trabalhadoras brasileiras, no campo e nas cidades, a agricultora familiar, formada em assistente social, Thaisa Dayane foi reeleita semana passada e tomou posse nesta terça feira, 27, juntamente com mais onze (11) outros diretores na direção nacional da maior confederação sindical de trabalhadores e trabalhadoras do país, que congrega cinco mil (4.000) sindicatos de trabalhadores e trabalhadoras rurais. A CONTAG é considerada a terceira maior do mundo, perdendo em número de filiados apenas para as confederações da China e da Índia, que tem mais de um bilhão de trabalhadores cada uma.



Em entrevista ao Mídia Sem Fronteiras nesta terça ela afirmou que a prioridade além da vacinação em massa do homem e da mulher do campo quer a imediata volta e liberação do auxílio-emergencial no valor anterior de 600 reais e uma maior assistência na área de saúde aos camponeses e camponesas. Logo depois agradeceu a mensagem de apoio e solidariedade e a participação do presidente nacional do PSB Carlos Siqueira na abertura da solenidade de posse dos diretores da CONTAG, assim como a participação ativa do secretário nacional do PSB e coordenador nacional do Movimento Popular Socialista, MPS, segmento considerado mais a esquerda do partido, Acilino Ribeiro. Indagada sob sua participação política nas atividades partidárias disse que vai se dedicar também a ajudar ao PSB a se fortalecer nos estados, ajudando na organização e realização dos congressos municipais e estaduais do PSB, além de debater a Autorreforma no partido para que se realize como “uma verdadeira revolução cultural das bases partidárias do PSB e que se faça a tão esperada renovação política”. Afirmou ainda que defenderá dentro do partido a construção de uma Frente Ampla de Centro-Esquerda, mesma tese defendida por Acilino Ribeiro, com os partidos de esquerda como o PT, PCdoB, PSOL, REDE, PV, PCB, PCO, PSTU, UP e ainda o Cidadania, Solidariedade e o PDT, além de outros setores partidários como o MDB e o PSDB e o PSD, desde que com a hegemonia das forças progressistas numa grande frente para derrotar Bolsonaro. Thaisa também é Coordenadora Nacional do Núcleo de Base Camponesa e de Comunidades Rurais do MPS.



Considerada um nome do MPS como candidata a deputada federal do PSB de Mato Grosso do Sul disse que não está pensando em candidatura agora, mas em fortalecer o partido e ampliar a campanha do impeachment de Bolsonaro assim como as candidaturas do PSB para 2022 nos estados.

Além de Thaisa Dayane foram empossados outros onze diretores e membros do Conselho Fiscal, onde o PSB também tem assento além de outros diretores. A CONTAG é considerada uma entidade suprapartidária que tem diversos diretores e diretoras de vários partidos e até sem partido e vários parlamentares eleitos nas últimas eleições que já ocuparam cargos de direção em sua Diretoria, nas FETAGs e nos respectivos sindicatos. No entanto é mantido um equilíbrio de forças naquela organização entre o PSB, PT e PCdoB, mas também de vários outros partidos sem que a mesma se vincule a qualquer um deles. Para a presidência da entidade foi reeleito o líder sindical pernambucano Aristides Veras, filiado ao PT.

 

MSF e AGNOT – 27.04.21 – KG/WG.

segunda-feira, 30 de novembro de 2020

 

Boulos, Marília Arraes e Manuela saem da eleição maiores do que entraram

Derrotados no 2º turno, os três despontam como principais nomes da oposição em São Paulo, Recife e Porto Alegre

Brasil de Fato | São Paulo (SP) |
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Com menos de 40 anos, eles "bateram na trave" em três das principais capitais do país - Divulgação

Guilherme Boulos (PSOL)Manuela D'Ávila (PCdoB) e Marília Arraes (PT) foram derrotados no 2º turno das eleições em São Paulo (SP), Porto Alegre (RS) e Recife (PE), mas saem do pleito maiores do que entraram. Com menos de 40 anos, os três candidatos de esquerda oxigenaram as disputas em três das capitais mais importantes do país e propuseram alternativas para as realidades locais ao mesmo tempo em que pautaram a necessidade de derrotar o bolsonarismo.

Leia mais: Direita tradicional avança, esquerda ensaia unidade: o saldo das eleições 2020

Na capital paulista, Boulos superou todas as expectativas da pré-campanha. Mesmo com a esquerda fragmentada no 1º turno, superou o candidato apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), Celso Russomanno (Republicanos) e fez mais de 40% dos votos contra Bruno Covas (PSDB).

Outra novidade da campanha do psolista foi reunir nomes que estavam de lados opostos na eleição presidencial de 2018, como Lula (PT), Ciro Gomes (PDT) e Marina Silva (Rede).

“A tendência é uma oxigenação do campo da esquerda. O PT continuará como partido mais importante do campo da esquerda, mas sem a mesma hegemonia de antes. O PSOL emerge com lideranças importantes, como o Boulos, enquanto o PT ainda tem uma capilaridade muito maior”, analisou a cientista política da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) Maria do Socorro Sousa Braga, durante entrevista ao Brasil de Fato, à TVT e a Rede Brasil Atual no domingo (29).

Após a confirmação da vitória de Covas, Boulos agradeceu os mais de 2 milhões de votos: "O recado é claro: dá para fazer política sem abrir mão dos nossos sonhos, dos nossos valores.

De todos os candidatos, Boulos foi o nome mais buscado nas redes sociais e na internet ao longo da campanha de 2020.

Com uma trajetória semelhante, Manuela e Marília foram vítimas de ataques misóginos e difamatórios. Mesmo assim, chegaram ao pleito com chances reais de vitória, segundo os principais institutos de pesquisa do país.

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Ambas, que já foram deputadas federais por seus estados, se dedicaram a desmentir "fake news" ao longo de toda a campanha. “Nossa sociedade ainda é muito arcaica no que diz respeito à participação das mulheres na política”, ressaltou o cientista político Paulo Nicoli Ramirez ao constatar as vitórias de João Campos (PSB) e Sebastião Melo (MDB) em Recife e Porto Alegre, respectivamente.

Assim como Boulos, as duas mostraram que a esquerda continua relevante e competitiva, despontando como nomes de peso para futuras disputas em âmbito nacional.

"Agradeço a todo o apoio que recebi nessa caminhada, a quem votou em mim e a cada olhar de ternura que recebi. Enfrentamos muita baixaria e notícias falsas. Mas a democracia é soberana. Desejo sorte ao Sebastião Melo e seguiremos na luta, ao lado de quem quer uma cidade mais justa", escreveu Manuela em suas redes sociais.

A candidata a vice-presidenta da República em 2018 na chapa de Fernando Haddad (PT) obteve, este ano, 45,37% dos votos na capital gaúcha.

Leia ainda: Esquerda e centro-esquerda elegem 11 prefeitos no 2º turno; veja lista de cidades

Também pelas redes, Marília Arraes enfatizou a sensação de dever cumprido: "Nós não perdemos. Mostramos as nossas ideias pro Recife e enfrentamos uma batalha contra as mentiras. Sou muito grata por todo o apoio, carinho e força que recebi de todo mundo, aqui e nas ruas. Conseguimos rachar a muralha do PSB. Da próxima vez a gente derruba". Ela obteve 43,73% dos votos válidos no Recife.

Apenas uma capital brasileira será comandada por mulher a partir do ano que vem: Palmas (TO), onde Cinthia Ribeiro (PSDB) venceu ainda no 1º turno. Dezoito dos 25 eleitos são brancos. Dos sete prefeitos negros, três se declaravam brancos na última eleição.

Edição: Rogério Jordão

segunda-feira, 26 de outubro de 2020

 

“A questão da ideologia”, 

de Leandro Konder, é relançado pela Expressão Popular

Livro discute os usos históricos do termo ideologia até chegar à atualidade e ganha nova edição

O carioca Leandro Konder escreveu 36 livros, oito deles já publicados pela editora Expressão Popular
O carioca Leandro Konder escreveu 36 livros, oito deles já publicados pela editora Expressão Popular - Reprodução

O livro “A questão da ideologia”, publicado originalmente em 2002 pelo filósofo brasileiro Leandro Konder, ganhou nova edição. Desta vez, pela editora Expressão Popular, com o objetivo de trazer novamente para o centro do debate a relevância do termo, principalmente quando associado ao conceito de ideologia trabalhado por Karl Marx.

Hoje, ideologia é um daqueles termos cujo significado pode variar muito de um dicionário para o outro. Pode ser um conjunto de valores que cada indivíduo usa para orientar e dar sentido a sua presença no mundo – como a ideologia que Cazuza queria para viver –, ou pode ser uma orientação política, como ser de esquerda ou de direita. 

Nos últimos anos, no entanto, o termo tem sido tachado de um viés pejorativo. Está na boca de líderes da extrema direita que qualificam toda a esquerda como ideológica, como se ideologia fosse uma característica intrínseca e exclusiva àqueles que são de esquerda.

O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, é um exemplo claro disso. No discurso de posse, no dia primeiro de janeiro de 2019, o capitão reformado prometeu libertar o país das "amarras ideológicas" e da “submissão ideológica”, combater a “ideologia de gênero”, além de conduzir uma política econômica livre de “viés ideológico”, relacionando o termo ideologia à condução do país pelos governos de esquerda liderados pelo Partido dos Trabalhadores. 

Novos sentidos

A ideologia é uma forma distorcida de conhecer a realidade, ou seja, que não leva à verdade, mas a uma versão dela. Segundo Cristina Simões Bezerra, professora da Faculdade de Serviço Social da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), esse é o sentido dado ao termo pelos alemães Karl Marx e Friedrich Engels, no livro “A Ideologia Alemã”.

“Durante muito tempo esse foi o sentido de ideologia, o sentido extremamente pejorativo no que se referia dizer que a realidade estava sendo conhecida por um caminho equivocado. Uma falsa consciência, uma forma enviesada de conhecer a realidade”, afirma Bezerra.

Somente no fim de sua vida, Marx apresenta um outro sentido para o termo ideologia: um conjunto de ideias que fundamentam uma ação, sabendo que esse escopo nasce da própria realidade. 

“Um conjunto de ideias que nasceu da própria realidade e que volta para a realidade para poder conhecê-la e transformá-la. Mesmo Marx e Engels já têm um sentido positivo de ideologia no final da sua produção”, mas que será desenvolvido por outros autores, como o filósofo italiano Antonio Gramsci e Vladimir Lênin.

Divisor de águas

Segundo Bezerra, Gramsci foi um divisor de águas para o termo ganhar de vez um sentido positivo, de que existe uma batalha de ideias a ser feita, que faz parte do processo de manutenção ou transformação da sociedade.

 

Existe uma batalha de ideologias na sociedade, todas na busca de conquistar a hegemonia

 

“Ganhar as consciências, construir um conjunto coerente de ideias que permitam se organizar. Aí se ganhou um sentido positivo de ideologia dentro da cultura marxista, dentro da perspectiva marxista”, explica Bezerra. Não há, no entanto, uma distinção entre esquerda e direita. Novamente, ideologia é tida aqui como um conjunto coerente de ideias fundamentam a ação de qualquer grupo, não importa a posição política. 

Desde a ascensão do nazifascismo na Europa, na primeira metade do século 20, passou-se a entender ideologia como única e exclusivamente de esquerda.  “Mas os marxistas nunca tinham dito isso. Eles tinham dito que ideologia é um conjunto de ideias que fundamentam uma prática, mas também existe uma ideologia conservadora, também existe uma ideologia nazista", elucida.

"Ou seja, existe uma batalha de ideologias na sociedade, todas na busca de conquistar a hegemonia das lutas sociais que se dão nessa sociedade.”

Atualidade

Para Bezerra, esses são caminhos do termo ideologia que demonstram sua importância e a do livro de Leandro Konder na atualidade, uma vez que a ideologia está fundamentando determinadas práticas, quaisquer que sejam. Por essa perspectiva, ideologia tem a ver com a busca pela verdade, algo que existe desde os gregos: O que é a verdade? Onde a gente encontra a verdade? Como a verdade se materializa? São com essas e outras perguntas quem descem à mente de quem acaba de ler a obra de Konder.

“A gente termina esse e outros livros do Leandro com essa sensação de que ele nos provocou, por isso eu destaco sempre o termo “questão”, a pensar a nossa realidade. O leitor sai com mais perguntas do que respostas, porque o leitor sai questionando a própria realidade, problematizando a própria realidade”, conclui Bezerra.

Edição: Rodrigo Chagas

https://www.brasildefato.com.br/2020/10/26/a-questao-da-ideologia-de-leandro-konder-e-relancado-pela-expressao-popular, 

sábado, 24 de outubro de 2020

 

  ORAÇÃO DO MILITANTE

Revolucionário Marxista-Cristão

 

Senhor Deus de todas as raças, credos e lutas.

Poderoso, Misericordioso, Onipotente e Onipresente

Senhor que estais no Céu, mas vê a fome e miséria na Terra,

abraçai nossa causa;

 Não nos deixeis, a nós militantes e revolucionários faltar coragem para lutar, 

nem perder nossa capacidade de sonhar.

Não deixeis que nossos sonhos virem pesadelos, e acordai o povo para lutar.

Dai-nos o poder de ressurgir das cinzas, quando os contrarrevolucionários,

inimigos do povo de Deus, pensarem que nos destruíram.

 Senhor Deus, que enviaste a nós para comandar a Revolução,

o maior de todos os revolucionários em ação

e melhor de todos os guerrilheiros em compaixão;

JESUS – O Combatente Senhor da Paz e da Libertação, que nos ensinou que:

a palavra Comunhão significa viver em comunidade e dividir o pão;

 Assim não permitas que a vaidade nos ameace ou o medo nos domine;

Tirando-nos Senhor, toda a ambição material e toda a vaidade pessoal.

E se tudo o inimigo nos tirar e até o medo nos levar, melhor; nada mais teremos a perder

e daí a luta renascerá e sob essas cinzas um novo mundo a humanidade construirá;

 Faz-nos Senhor, a mim e aos que nos seguem,

rumo à Revolução a luta para a Justiça em construção; 

Torna-nos Senhor, homens úteis, e não pessoas importantes.

Ajuda-nos a derrotar os que têm interesses, e protegei os que têm fé e lutam por uma causa.

 E quando triunfar a Revolução, Oh, Senhor meu Deus,

Pai do Divino Revolucionário, abençoai nossa vitória,

não nos permitindo desejar a morte do pecador, mas a destruição do pecado.

Tornando-nos Senhor, implacáveis na luta, porem misericordiosos na vitória;

Pois não desejamos a morte dos pecadores, os capitalistas e torturadores,

mas a destruição do pecado, o capitalismo e a tortura;

 E a Vós, Senhor Jesus, Divino Revolucionário, Abençoado Guerrilheiro da Paz,

Comandante Supremo do Exército Guerrilheiro do Povo de Deus, 

agradeço-te por ter me tornado um Revolucionário, acreditar no Partido, ter fé na Revolução,

e ter-me dado forças para lutar pelo Socialismo,  a Justiça, a Liberdade e a Democracia;

 Oh Senhor Meu Deus; quando triunfar a Revolução, fazei do Sermão da Montanha nosso Programa de Ação,

“dando de comer a quem tem fome, e água a quem tem sede”;

 Dos Dez Mandamentos, nosso Código de Conduta; sabendo que dissertes:

“Não matarás” porque “com quem o ferro fere com o ferro será ferido” ,

E assim Senhor, ninguém roubar ou matar, mentir nem trair;

Pois na luta pela Revolução não pode haver ingratidão nem traição;

Assim, fazei de vossos ensinamentos nossas leis morais;

 E assim Senhor, fazei-nos não termos preço, mas termos valor;

Orienta-nos Senhor no caminho da humildade e da solidariedade;

Fazendo-nos Senhor... Não sermos importante. Mas sermos úteis;

Não sermos arrogantes. Mas sermos humildes;

Não sermos conservadores. Mas sermos progressistas.

Não defendermos nem termos privilégios, mas lutarmos por direitos.

Não fazer a guerra. Mas lutar pela paz;

Não destruir o ecossistema, mas proteger o meio ambiente.

Não aceitar suborno, mas combater a corrupção.

Não ser militarista, e sim um pacifista.

Não buscar a vingança, e sim a Justiça.

Não nos servir do povo, mas servir a ele.

 Combater o individualismo. E lutar sempre com companheirismo.  

Combater a burocracia. E ser sempre um ativista. 

Nunca buscar se beneficiar. Estar sempre disposto a se sacrificar.

Nunca me deixar levar pelo ódio. Está sempre movido pelo amor.

Evitar construir muros. Lutar sempre para levantar pontes.

Nunca me servir dos homens. Mas servir sempre a humanidade.

 Por Deus e pela Revolução.

Pelo Socialismo, a Liberdade e a Democracia;

Viva o Poder Popular.

Em Teu Nome Pai, o Povo Vencerá. 


 ACILINO RIBEIRO \ Comandante Mercúrio 

 Trípoli - Argel - Roma – 1984